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domingo, 23 de maio de 2010

Medo, só medo


Perdida nestas ruas vazias
Minhas paredes estão se fechando
Já não sei mais o que é real
E medo, só medo me angustia.

Não confio mais em mim mesma
Meus sonhos se perderam em vão
Tua sombra me dá medo
Tuas palavras me assustam

Tuas correntes invisíveis
Aprisionam-me mentalmente
E meus sonhos são pesadelos
A escuridão desta rua me dá medo
Só medo

E ninguém pode me ajudar
Neste mundo submerso que eu mesma criei
As luzes da rua estão apagadas
E todos estão longe
Só ruídos em meio à escuridão

E eu não confio mais em mim mesma
Meus sonhos se perderam em vão
Tua sombra me dá medo
Tuas palavras me assustam

Minha mente está confusa
Eu não consigo acordar
Tuas correntes me tornam fraca
E a escuridão me assusta

E eu não confio mais em mim mesma
Meus sonhos se perderam em vão
Tua sombra me dá medo
Tuas palavras me assustam

2 comentários:

Finitude Particular disse...

Por vezes chamá-lo para entrar parece a única saída, esse medo tende a nunca ir, sempre rondar...

Ótimo poema!

Neil disse...

Alguns textos seus estão nesse blog: http://crisesdegarota.blogspot.com